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A importância de se comunicar de forma eficiente pelo rádio

 A comunicação presencial é muito mais eficiente que qualquer outra forma de comunicação por um motivo muito simples: quem fala ou quem escuta pode usar os cinco sentidos para transmitir ou receber a mensagem. Se o emissor fala muito rápido ou muito baixo, o receptor pode usar a linguagem corporal ou a leitura labial para entender o contexto da fala. Se o emissor é daqueles que toca os colegas para se expressar, algo muito comum nos brasileiros mas bizarro para muitos gringos, o receptor pode usar a frequência e pressão dos toques para entender a mensagem. Em última instância, até mesmo o olfato ou o paladar podem ser usados para realizar a captação da mensagem. Por exemplo, num churrasco, quando o assunto for a comida e a bebida servidas. Em uma chamada de vídeo, alguns elementos importantes da conversa presencial são perdidos, como o tato, o olfato e o paladar. Porém ainda são preservadas algumas vantagens, como a possibilidade de se receber a mensagem tanto pelos ouvidos quanto ...

O primeiro conteste em morro a gente nunca esquece

Eu não entendia muito bem o motivo de tanta gente pronunciar "CQ Concurso, CQ Concurso" numa madrugada fria de inverno. Até descobrir que era uma competição que estava acontecendo. Isso ficou claro quando um colega repreendeu o outro que aproveitou um contato recém-fechado para entrar na frequência e fechar também, sem pedir licença. Isso ocorreu mais umas três vezes naquela madrugada, com vários colegas diferentes. Então pensei: jamais vou entrar nessa loucura, afinal rádio é para minha diversão. Passado um mês, eis que estava eu lá novamente acompanhando a noite do "CQ Concurso" ou "CQ Conteste", como alguns pronunciavam. E lá do alto da Serra da Mantiqueira, em Campos do Jordão, um colega conversava calmamente com outros enquanto participava do concurso, como se estivesse pescando. Procurei saber mais sobre o colega e descobri que ele era um grande campeão em uma determinada faixa e modo de operação há muitos anos. E que várias vezes ao ano repetia a me...

Os grupos de radioamadores e a sociedade dos lobos

       Os lobos vivem em alcateias, as quais têm uma hierarquia bem definida. Um casal de lobos do tipo Alfa comanda todo o grupo, apoiados por um segundo casal do tipo Beta. O casal Beta é submisso à autoridade do casal Alfa mas, assim como o casal principal, tem autoridade total sobre os lobos mais fracos do bando, conhecidos como lobos Ômega.       O macho Alfa é quem determina onde o grupo irá pernoitar e quando irão caçar. Ele é o primeiro a comer e determina quem poderá comer após ele. Já os lobos do tipo Ômega não têm poder nenhum de decisão e dependem completamente das habilidades de caça de seus superiores, sem os quais não sobreviveriam. São os últimos a comer e, apesar de serem diminuídos pelos mais fortes, são protegidos em caso de ataque inimigo.       Uma outra característica dos grupos de lobos é que o número de indivíduos é limitado. Em vez de formarem um único grupo grande, os lobos se organizam em pequenos ou ...